Faz tempo que não escrevo isso se deve a estar sem motivação, mas hoje me deparei com uma situação que me deixou chocada.
Conheci uma pessoa que abriu mão de um casamento de duas décadas por um telefonema a cobrar, isso mesmo, um telefonema a cobrar, uma pessoa faz uma ligação errada a cobrar e cai em uma casa onde uma pessoa em paz com sua família atende essa ligação e a partir daí começa um relacionamento telefônico e acaba com uma relação de amor. Peguei-me pensando o que leva uma pessoa a abrir mão de alguém tão fácil, será que o casamento acabou? Deve ter acabado, mas porque as pessoas não são honestas e terminam suas relações antes que façam outras pessoas sofrerem, sei lá, não consigo administrar essas atitudes.
Hoje essa pessoa está apaixonada por um telefone e outra decepcionada com a traição, não sei o que vai acontecer com esse casal só sei de uma coisa, na minha casa o telefone é bloqueado para ligações a cobrar.
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Nenhum olhar
O teu olhar ficará no meu olhar quando morrer e, morto, contemplar as planícies que serão o teu olhar a anoitecer lento. O teu olhar ficará nas minhas mãos esquecidas e ninguém se lembrará de o procurar aí. Penso: nunca ninguém se lembra de procurar as coisas onde elas estão, porque nunca ninguém sabe o que pensa o fumo, ou as nuvens, ou um olhar. E tu. Continuarás perdendo o silêncio por mãos esquecidas, irá a enterrar o teu silêncio dentro do meu peito Mulher tantas vezes. Mulher repetida na respiração de um lugar passado ou morto. Tempo e vida. Mulher, não sei o que fomos. Sei que, hoje, te possuo. Hoje conheço-te. É meu o teu olhar e o teu silêncio. E de nada me serve já, porque avanço para onde os homens deixam de ser homens. Faço o caminho solitário por entre as ruínas da vida. O caminho onde tudo é muito pouco, e cada uma dessas coisas pequenas é demasiada" (´José Luís Peixoto)
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